De erro em erro. De um lado para o outro.

9 de maio de 2012

Eternamente.

Estava a falar com ela - como sempre faço - quando, de repente, me obriga a sentir tudo e mais alguma coisa de uma forma muito mais intensa do que o habitual - ou então não, porque aquilo que é nosso é intenso todos os dias, de todas as maneiras. 

O sol batia-me na cara, e o silêncio Dela começava a ser grande e, embora eu soubesse que estava ocupada, precisava de ler qualquer coisa vinda da sua cabeça, vinda do seu sorriso.
Não consigo explicar, mas Ela sempre soube escolher as melhores alturas para me dizer aquilo que eu queria e precisava ouvir, é como se tivesse um sexto sentido para estas coisas - para saber exatamente quando e como precisam Dela:

"Apetece-me dar-te a mão e em segredo (com toda a gente a ver) levar-te a todo o lado comigo: o possível e o imaginário! Apetece-me abraçar-te, neste preciso momento, em segredo mas com toda a gente a ver. Apetece-me gritar ao vento e ao desconhecido a certeza que tenho em mim sobre nós! Apetece-me amarrar-te, correr contigo, aconchegar-te neste dia quente em que os sentidos continuam inalteravelmente frescos e revitalizantes. Apetece-me encher-te de beijinhos, de sorrisos, de mimo! Apetece-me percorrer todos os cantos desta e dessa cidade, do meu e do teu canto. Apetece-me reviver contigo os meses inteiros e completos da nossa existência. Apetece-me mostrar-te o meu mundo a nu, como até aqui tenho mostrado: todas as minhas forças e todas as minhas fraquezas. Apetece-me pintar-te em letras bem grandes um sentimento maior que os homens, maior que tudo: o amor. Apetece-me dançar contigo numa roda de mil e uma sensações."

Na minha cara rasgou-se um enorme sorriso. No meu corpo cresceu um arrepio. E na minha alma, a felicidade e a sensação de bem-estar foram extremas.
Sorri desde que comecei a lê-la até ter terminado. E a certeza de que tudo era verdadeiramente sentido, arrancou-me um sorriso tão profundo e tão simples que, tenho a certeza, se Ela o visse diria não precisar de outro qualquer agradecimento.

Tu mereces todos os agradecimentos do mundo e eu falho de cada vez que deixo escapar a oportunidade de agradecer mais uma vez, por tudo o que fazes, todos os dias, por mim.
Não tenho nada na minha vida que seja tão bonito, tão profundo e tão intenso quanto isto; mas tenho um enorme orgulho disso.

Agora? Apetece-me encher-te de carinho e de mimo; apetece-me apertar-te com muita força contra o meu peito, sussurrar que o sentimento que teima em ser "maior que os homens, maior que tudo", esse, nunca morrerá, garanto-te - e esse sorriso, esse olhar, nunca saíra da minha cabeça.

Para Ouvir: Filipe Pinto - Insónia                                      Para Ver: The Notebook (2004)

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